Perdendo a cabeça com a nova ordem mundial

Ghost in the Shell é um mangá  criado por Masamune Shirow. O ano é 2029 o mundo está altamente informatizando e os seres humanos acessam informações através dos seus cyber-cérebros. A obra prima da era digital é a agente cibernética Major Motoo Kusanagi. A tecnologia conseguiu colocar a sua alma humana em um robô.  A major  pertence ao setor 9 que sempre está em rivalidade com o  setor 6 nas investigações.

O conceito de 666 e 999 reflete no protesto que o criador do mangá faz para a sociedade, pois toda essa tecnologia não conseguiu trazer a paz no mundo e muito menos as pessoas são mais felizes. Ele denuncia a guerra dos opostos 666 (tribulação) e 999 (paz) convivendo sem nunca chegar a um consenso.

Esse mundo tecnológico está em andamento na atualidade. No post anterior vimos o início do implante de cabeça e também existe o projeto avatar que vai de encontro com a tecnologia do filme, ou seja, transportar uma alma para um corpo ou objeto cibernético.

Esse desenho recebeu uma versão americanizada na forma de um filme  que adicionou alguns conceitos da nova ordem mundial de Baha’u’llah, nesse caso a igualdade entre homens e mulheres. A major é interpretada pela atriz Scarlett Johansson. O roteiro feminista segue a tradição de usar uma bela e jovem mulher. Dessa forma, o feminismo também pode ser associado ao belo e ao delicado, mesmo diante da supremacia feminina e não da igualdade, pois a personagem Major bate nos homens  que estão em condição inferior.

O filme recebeu o nome “ A vigilante do Amanhã” no Brasil. Talvez a intenção aqui foi focar apenas na ação, dessa forma a mensagem subliminar da nova ordem mundial e seu condicionamento podem operar de forma inconsciente.

O título em inglês, Ghost in the Shell, seria algo como alma ( e não fantasma) em uma concha ou dentro de  uma concha. Essa concha podemos interpretar como uma espécie de receptáculo que hospeda a alma. Isso poderia assustar ou revelar de forma mais aberta as intenções. A ordem iluminista também deixa sua assinatura usando um triangulo onde temos as palavras “in the”.

Ora, tanto o filme como o desenho condicionam para o culto à imagem da besta (alma em um objeto cibernético), mas também a prática de degolação. Esse método de matar tem que ser visto como algo normal pelo cidadão global. Dessa forma, sabendo que é possível colocar uma cabeça ou cérebro em um novo corpo nos opositores a ordem mundial de Baha’u’llah e sua diversidade no futuro, as pessoas ficaram mais “tranqüilas”, pois as cabeças, inclusive as cristãs, podem ter esperança de voltarem. Mas é aí que mora o perigo…seja um cérebro, cabeça ou alma reanimada isso no cristianismo é impossível, pois a alma é salva quando se crê em JESUS. O que pode assumir qualquer uma dessas hipóteses é um demônio.

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