Os golpes na previdência e a vontade geral

“…É inaceitável que um trabalhador para não ser penalizado na sua pensão tenha de ter pelo menos 48 anos de descontos para Segurança Social e pelo menos 60 anos, o que determina que só trabalhadores que começaram a trabalhar com 12 anos e que desde essa altura tenham contribuições registradas na Segurança Social, é que serão abrangidos…” .(Eugenio Rosa- Economista)

A notícia acima até parece uma crítica a reforma  da previdência Brasileira, mas trata-se da reforma da previdência de  Portugal. São as mesmas austeridades, as mesmas crueldades e os mesmos grupos que apresentam a mesma justificação de que as pessoas estão vivendo mais, logo as pensões e aposentadorias não poderão ser pagas em um futuro próximo.

Tudo é o mesmo, porém são países completamente diferentes. O Brasil com a sua dimensão continental, onde o território  Portugal seria  apenas mais um estado federativo por aqui. Um país de dimensões continentais como o Brasil possuí uma das dez maiores economias do mundo, porém a distribuição do que se arrecada em imposto fica apenas entre políticos, empresários e outros pequenos grupos seletos que formam a aristocracia brasileira (mega líderes religiosos católicos e protestantes, banqueiros, famosos, alguns sindicatos e super empresários.

Como já apresentado por sites como “divida cidadã”, fica evidente que o dinheiro retido da aposentadoria será utilizado para pagamento de juros, manutenção de aposentadorias para políticos através do processo de desvinculação da receita. Isso tanto aqui como em Portugal.

Mas o que existe de mais sujo e podre ainda está no Brasil através de mega grupos sindicais como a força, ou melhor, farça sindical. A besta do Apocalipse não surgiu, mas no meio das multidões e manifestações que rapidamente são absorvidas por alguma besta quadrada  como o tal de Paulinho da Farça que conseguiu milhões em seus cofres barganhando com o atual presidente do PMDB.

O preço da corrupção e traição aos trabalhadores apareceu como manchete no Jornal Folha de São Paulo. Um pouco depois da circulação dessa matéria foi regularizado mais um desconto na folha de algumas categorias que  ainda não pagavam a contribuição sindical. Agora 60% de um dia trabalho ficará para o Paulinho da Farça e sua quadrilha! Em troca, como já pode ser visto no site desse monstro, ele pretende se afastar da reforma da previdência e deixar a luz verde para a austeridade.

Parece pouco, mas somando todos os trabalhadores, e isso mesmo com a crise, vai gerar milhões para a continuidade e manutenção do sistema de corrupção sindical. Claro! Não é fácil sustentar o prédio, alias, e ironicamente falando, o “Palácio do Trabalhador”  localizado na região da liberdade em São Paulo de propriedade da farça sindical.  Como esses vagabundos não trabalham esse dinheiro tem que vir do povo.

E assim, o fascismo liberal continua sua jornada criando um abismo para o futuro. Mais dinheiro no caixa do sindicalismo garante uma rápida mobilização para absorver qualquer revolta popular apartidária. A revolta popular apartidária é o temor dos governantes, pois é a vontade geral se manifestando, e isso sem a manifestação de uma besta quadrada. É o temor, pois o governante não tem com quem negociar uma corrupção básica.

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