SPFW 43 e a unidade da diversidade

São Paulo Fashion Week ou SPFW 2017 é um dos eventos de moda mais aguardados pelas pessoas do ramo. Se a Ordem Mundial de Baha’u’llah não encontra muito espaço na política devido ao novo governo americano e agenda fascista neoliberal com suas austeridades, o jeito foi migrar para outras áreas. É impossível saber se os organizadores possuem contato com a comunidade Bahá’i, por isso pode ser que nesse caso a inclinação da diversidade seja de origem espiritual.

Um  primeiro olhar no evento, a moda parece algo bizarro. Roupas ridículas e estúpidas  são apresentadas e em alguns casos modelos ganham milhões para andar de forma bizarra em um pequeno espaço.  Andar e usar a maior parte das roupas que são apresentadas é algo para palhaço.

Mas nesse mundo acontece a captura estética. Ela pode estar no tecido, no decote, nas cores ou na estampa usada. É nessa captura que surge novas roupas usadas pelo povo comum  que não só ditam o padrão a ser seguido, mas também a conduta moral. É na conduta moral que entra a unidade da diversidade do  cristo cósmico que também pode ser capturada. Para esse exemplo capturamos dois momentos da Fashion Week.

O primeiro no desfile de João Pimenta. Ele aborda o princípio Baha’i referente ao fim de toda forma de preconceito. O estilista trabalha com moda masculina nesse desfile e na coleção foram apresentadas roupas afeminadas e muitas saias masculinas. É o homem que vira mulher! Nesse desfile também temos várias camisas com um olho, representando que é possível a harmonia entre a ordem iluminista do olho que tudo vê e o bahaismo.

https://www.youtube.com/watch?v=-zOmAKSWIk8

O segundo exemplo é o desfile da Ellus. Aqui é abordado o conceito de paz (999) e tribulação (666). O desfile começa com roupas próximas do cotidiano e com pessoas de diversas raças (loiras, negras e brancas)  e idade, claro que o padrão físico  foi mantido (atlético para homens e magro para mulheres).

Aos 5:58 do vídeo um rapaz e uma moça vestem as mesmas roupas,  entram sem camisa e com uma calça preta  bem abaixo da cintura para enfatizar as roupas íntimas brancas (algo que se vê muito entre os jovens hoje em dia).  A moça desfila fumando um cigarro, representando o poder do feminismo e o descaso com o choque da opinião pública ao lançar a fumaça. É a mulher que vira homem!

https://www.youtube.com/watch?v=g5cbydM0J2k

Mas no final (15:52) podemos observar a farsa da diversidade.  Pois os mortais comuns ficam em fila para ver a elite da Ellus entrar na passarela. Claro! Não é formada por negros e o que vemos é  total predominância de descendentes europeus.