As duas faces da economia divina na Índia

auroville

“…Unicamente aqueles que já reconheceram a posição suprema de Bahá’u’lláh, somente aqueles cujos corações foram tocados por Seu amor, e se familiarizaram com a potência de Seu espírito, podem adequadamente apreciar o valor desta Economia Divina…” (Shogui Effendi- A Ordem Mundial de Baha’ullah)

Para um melhor entendimento, vamos dividir nosso objeto de estudo em duas partes. A Primeira face materialista e na segunda a face espiritual da ordem mundial de Baha’u’llah e sua atuação na Índia. E no final apresentamos uma conclusão.

Ora, o que se entende por “economia divina”  nesse sistema de governo mundial no bahaismo  para o cristianismo trata-se da marca da besta descrita em Apocalipse 13:17 que regulará a atividade econômica mundial algum dia.

A face materialista

Ouvindo a melodia do rouxinol místico, o governo da Índia está vivendo dois momentos distintos nessa transição. O primeiro está relacionado a retirada das notas de 500 e de 1.000 rúpias indianas. A data escolhida para o evento foi 09/11/16. Temos aqui novamente  uma oferenda para as duas novas ordens mundiais (Bahá’i e Iluminista). O nove do Bahaismo surge aqui, mas a prevalência é do número 11, pois a retirada do dinheiro papel-moeda abriu o mercado para os pagamentos eletrônicos nesse país.

A face espiritualista

Nessa face, o nosso objeto de investigação é a cidade de Auroville  no sul da índia.  Essa cidade que também é conhecida como “A Cidade do Amanhecer” possui cerca de 2 mil pessoas que tentam viver sem o dinheiro. Sua arquitetura lembra muito os templos baháis, especialmente do Chile.

A pequena cidade possui como centro um templo denominado Matrimandir  que significa “ A Grande Mãe”. Aqui não prece se tratar da Rainha dos Céus, mas um monumento de diversidade religiosa criado em homenagem a criadora do local.  Toda a arquitetura lembra e muito um templo Bahái, especialmente o do Chile, ou seja, temos uma cidade pequena, um vilarejo e no centro do local um templo esotérico para todas as religiões conviverem em unidade e diversidade religiosa. Trata-se de um lugar para canalização da tal consciência cósmica.

Visto do alto o templo lembra uma galáxia com um planeta no centro  e possui 12 portais na forma de jardins. O destaque vai para o portal nove que representa o progresso, pois justamente isso que falta no local. Faltam ruas asfaltadas, tecnologia e algum conceito de economia. Embora digam que se vive sem dinheiro por lá, na verdade a cidade e sustentada por contribuições de pessoas.

Temos dois fenômenos na forma de dilema acontecendo aqui. Na cidade implanta-se  o dinheiro eletrônico, mas   não tem diversidade, já no campo temos a diversidade, porém falta o dinheiro. Dessa forma, o iluminismo divide a ordem mundial de Baha’u’llah novamente que se vê desamparada em resolver isso até o dia em que ocorra a manifestação espiritual do cristo cósmico.

 

http://www.auroville.org/contents/538

http://www.auroville.org/contents/3838

http://zap.aeiou.pt/ha-cidade-possivel-viver-totalmente-sem-dinheiro-146264

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