A lei das migrações e a nova escravidão

“…Não existirão nações com fronteiras separadas e restritas – tal como a Pérsia, por exemplo. Os Estados Unidos da América serão apenas um nome. Alemanha, França, Inglaterra, Turquia, Arábia – todas essas nações serão interligadas em união. Quando se perguntar às pessoas do futuro: “Qual a sua nacionalidade?”, a resposta será: “Pertenço à nação da humanidade. Vivo à sombra de Bahá’u’lláh. Sou servo de Bahá’u’lláh….” ( A paz universal – Abdu’l’Bahá)

De fato, ao lermos as palavras futurísticas de Abdu’l’Bahá para a humanidade é impossível não traçar um paralelo com a Torre de Babel, ou seja, baháis tentam refazer o que DEUS desfez no passado. Uma cultura, um idioma e uma unidade da diversidade.

Fica evidente que diante desses fatos que o mal altera as interpretações do que é essa unidade da diversidade em específico, mas não a sua essência que está no ódio, seja ele de raça ou não. Em nosso mundo moderno a escravidão recebeu certos “requintes”, mas a essência é a mesma. Vejamos o que diz Montesquieu em seu livro o espírito das leis: “…Os referidos escravos são negros desde os pés até à cabeça e têm o nariz tão achatado que é quase impossível deles ter pena. Torna-se impensável que Deus, que é um ser muito sábio, tenha posto uma alma…”

O mesmo pensamento de Montesquieu se tem até hoje entre os governantes. O que aumentou foi o conceito de raças inferiores que agora é composta por negros, nordestinos, mestiços e pobres em geral. No caso da migração, podemos conceituar esse ódio e superioridade em três níveis: 1) Os que são contra; 2) Os que exploram a mão escrava e 3) os que exploram a mão de obra barata.

O primeiro está no exemplo europeu e americano onde estão ou serão construídos muros para impedir o processo de migração. Como disse “trump” : Brasileiros não são bem-vindos na América”.

O segundo está na mão de obra escrava. Vejamos o que acontece no Haiti. Devastado pelos EUA e a França , o Capital encontra-se em avançado estagio de putrefação e exploração. As pessoas que ficam por lá estão sujeitas a exploração do trabalho escravistas das grandes empresas que em parceria com os EUA. Entre elas muitos empresários brasileiros e políticos brasileiros estão faturando milhões de dólares ao deixar o país sem controle.

A mão de obra barata aparece quando o processo de migração traz pessoas para trabalharem e infelizmente esse país insuportável que nascemos (Brasil) os governantes tem feito isso e enfatizam muito o Haiti. Alguns dias atrás um Haitiano que fala Frances estava dando aula para pessoas brancas e ricas do Brasil, porém por uma renumeração ridícula. Ora, para o governo esses refugiados não se importaram de trabalhar até a morte, não possuírem qualquer beneficio social e por ai vai.

Expulsar ou ficar? O que fazer com os refugiados? A tendência é que a ordem mundial de Baha’u’llah traga muito mais confusão do que ordem. Ela também está dividindo o mundo entre os que expulsam e ficam. Um mundo bipolarizado nesta questão, pois as supostas raças superiores (governo americano e europeu) empurram milhares de pessoas para o terceiro mundo, mas isso em países que já aderiram a agenda agressiva do capitalismo neoliberal e fascista.

 

http://www.brasilpost.com.br/news/imigracao-haiti/

http://exame.abril.com.br/brasil/o-panorama-da-imigracao-no-brasil/

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/RELACOES-EXTERIORES/520860-CAMARA-APROVA-PROPOSTA-DE-NOVA-LEI-SOBRE-MIGRACAO.html

http://pt.radiovaticana.va/news/2016/12/13/papa_francisco_migra%C3%A7%C3%B5es_e_desenvolvimento_est%C3%A3o_ligados/1278645

http://resistir.info/galeano/haiti_18jan10.html