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O nome de blasfêmia

inwo-messiah“E EU pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia.” (Apocalipse 13 : 1)

Nesse estudo vamos analisar a ultima frase do versículo acima que diz: “e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia”. Primeiramente, observamos que o nome de blasfêmia está apenas sobre as cabeças da besta que são sete. Isso acontece por elas representarem o poder espiritual desse futuro reino das trevas, pois o oitavo rei que é a besta do abismo vem dessa sequência das sete cabeças, sendo o nome do oitavo rei o nome de blasfêmia, como descrito em Apocalipse 17.

Ele não é uma das sete, mas a oitava. Um grande problema para a interpretação da bíblia está nas suas traduções. Nesse caso, estamos nos referindo ao versículo de Apocalipse 17:11. Vejamos as principais:

NTLH – E o monstro que já esteve vivo, mas que agora não vive mais, é o oitavo rei, que faz parte dos primeiros sete e que vai ser destruído.

ARA – E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição.

ARC – E a besta, que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição.

TB – A besta que era, e que já não é, é também o oitavo rei e é um dos sete; e vai-se para a perdição

Nesse caso, o nosso dilema está em: 1) NTLH:“ que faz parte dos primeiros sete”; 2) ARA: “ e procede dos sete”;3) ARC: “ e é dos sete” e 4) “e é um dos sete”.

Vamos começar pela análise dos verbos e suas ações. Dessa forma temos: “ o fazer”, o “proceder “e o “ser” que também pode ser interpretado como o “é”.

A questão do “fazer”- Quando refletimos no fazer (faz parte dos primeiros sete) a tradução perde o sentido voltando ao tempo passado, porém o livro de Apocalipse avança para o futuro onde temos o oitavo rei. Por isso a ação deveria estar no passado. Dessa forma temos o emprego errado na tradução.

A questão do “ser” – O erro na tradução é semelhante, porém agora projeta a ação para o tempo presente. Isso fez com que os adventistas sustentassem a teoria dos papas que já caiu por terra com a chegada do Papa Francisco. O mesmo poderia acontecer com qualquer aglomeração formada por sete no cenário global.

A questão do proceder. Aqui temos a tradução que se encaixa de forma correta. Observe que temos o substantivo que qualifica a ação quando se usa “procede dos sete”. A procedência está relacionada a geração , descendência e ao seguir adiante dessa mesma geração. É por isso que o oitavo rei – é o oitavo- e não volta a contagem para uma das sete cabeças anteriores. Trata-se de uma espécie de evolução espiritual. É o substantivo que leva a ação do verbo nessa tradução. Já nas outras o que acontece é o contrário, por isso temos o erro.

Esclarecido que o nome de blasfêmia pesa no oitavo rei, vamos avançar para a ação da blasfêmia. Afinal, o que é essa blasfêmia? O versículo abaixo nos dá uma luz de entendimento:

“Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo.” (João 10 : 33)

Os líderes do judaísmo da época de Cristo não entenderam nada da sua mensagem. Nos versículos anteriores dessa passagem, JESUS se apresenta como o filho de DEUS, ou seja, aquele que veio trazer a mensagem da salvação para a humanidade.

Em João 1:14 temos: “ E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” Ora, o que se conclui ? O Apóstolo João nos descreve que a Glória do Cristo que veio da Glória de DEUS. Eis aqui o nome de Blasfêmia, ou seja, o nome de blasfêmia é o mesmo para as sete cabeças. Dessa forma, temos mensageiros de DEUS, porém só JESUS é o verdadeiro.

Acaso Maomé para o islã não é o profeta mensageiro? Moises para o judaísmo que usa apenas o velho testamento e até os dias de hoje vivem embaixo da lei? O mesmo para os grandes fundadores de religiões.

Agora vamos imaginar um cenário futuro de uma igreja, pode ser a IURD mesmo. Um belo dia os membros e o grande líder (o bispo abortista) são envolvidos por um êxtase mítico global que está no judaísmo e no islamismo. Pessoas eufóricas gritando e dizendo : É a glória de DEUS!! UHUUU!!! SHARABATANA MAIASSAI RAGAMASIKA!! E assim, cada um com um dom mais bizarro que o outro. Você caro leitor não sentiu nada e está dentro da IURD e sussurra dizendo: Isso aí é a glória do diabo! Um obreiro que na verdade é um segurança armado lhe dá uma coronhada e lhe chuta para fora do grande templo de Salomão. Qual foi a alegação? Que você blasfemou!

É impossível nesse momento não fazer um comparativo com Baha’u’llah e sua revelação progressiva, pois seu nome em português é a Glória de DEUS. Tal como descrito nas escrituras, ele cria a revelação progressiva com sete manifestantes anteriores a ele, sendo ele a oitava e última manifestação de “deus”. Mais uma vez deixo esse texto como provocação acompanhado do link abaixo para pesquisa:

https://estudosdafe.wordpress.com/2009/01/03/a-revelacao-progressiva/