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Analisando as bestas do Apocalipse

Besta do mar, da terra, do abismo…suas funções são bem distintas no livro de Apocalipse, mais especificamente no Capítulo 13, onde tudo aparece junto, mas na medida em que se desenvolve a leitura do livro podemos observar a sua decomposição em partes. Vejamos dois versículos iniciais:

“E EU pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia.” (Apocalipse 13 : 1)

“E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.” (Apocalipse 13 : 2)

A terrível representação do governo mundial aparece toda unida, cabeças e chifres fazem parte do mesmo sistema. O destaque vai para a simbologia da habilidade nessa governança global através do uso de animais. O leopardo pela sua velocidade em mudar leis, o urso por sua força esmagadora e o leão por representar a voz do seu poder sobre a humanidade. Podemos observar como gradativamente isso está sendo implantado ao analisar conceitos de ética e moral do nosso tempo. Leis absurdas , injustas e austeras surgem num piscar de olhos.

Mas vamos continuar a análise observando a besta do mar. Aqui acontece o primeiro desmembramento na forma da besta de 10 chifres.

Besta de dez chifres

“E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão poder como reis por uma hora, juntamente com a besta.” (Apocalipse 17 : 12)

“E os dez chifres que viste na besta são os que odiarão a prostituta, e a colocarão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo.” (Apocalipse 17 : 16)

Como visto, além de esmagar os povos e nações para a submissão ao governo. Acontece um esmagamento especial na última representação do império babilônico no qual os EUA encaixa com toda a sua amplitude. Seus chifres referem a pessoas e o fato de estar no mar temos uma simbologia da agitação intensa que teremos nesse período. De fato, temos 10 reis, mais apenas um é o rei que manda, ou seja, aqui temos o anticristo acompanhado dos seus nove mestres eleitos. Passamos agora para a besta de dois chifres:

Besta de dois chifres

Também conhecida como besta da terra. Conceituar a palavra terra nos leva para a terra santa, ou seja, Israel. Nesse caso temos a indicação de dois líderes espirituais representados na forma de cordeiros.

“E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão.” (Apocalipse 13 : 11)

Homens místicos que operam grandes sinais, ordenam a criação da imagem da besta do abismo para que ele fale, mate os opositores e finalmente implante a economia teocrática do futuro.

“E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens.” (Apocalipse 13 : 13)

“E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia.” (Apocalipse 13 : 14)

“E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.” (Apocalipse 13 : 15)

“Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.” (Apocalipse 13 : 17)

Percebe-se aqui um erro muito comum na interpretação, pois alguns estudos apontam a implantação da economia através da besta de 10 chifres, mas segundo as escrituras, essa tarefa estará na mão da besta de dois chifres que representam a besta do abismo na terra. E aqui temos mais um sentido na forma literal da palavra terra que se ajusta nessa compreensão. Passaremos agora para a besta do abismo:

Besta do abismo

Esse é o personagem centralizador da nova ordem mundial. Por ele foram criadas todas as recomendações aos governantes, é através dele que se implanta uma economia divina portadora do seu sinal, nome e número, Habacuque o define como o que congraga para si todos os povos, ou seja e cria-se a unidade da diversidade. Ele também vem de uma geração de sete reis anteriores:

“E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição.” (Apocalipse 17 : 11)

A simbologia “cabeça” nos leva para a verdadeira liderança, onde temos a liderança espiritual . Terminamos esse estudo com uma provocação ao leitor para investigar por si mesmo a revelação progressiva Bahá’i e posteriormente ampliar seu conhecimento:

https://estudosdafe.wordpress.com/2009/01/03/a-revelacao-progressiva/