Eleições 2016

Triste, deplorável e desanimador é o cenário da política brasileira. Marqueteiros e padrinhos políticos que atuam nos bastidores do poder tratam os eleitores como verdadeiros animais que não pensam e não possuem um mínimo nível de memória.

Para boa parte dos municípios pequenos os marqueteiros não precisam investir muito. O lema é: Ganha o político com a melhor marchinha de carnaval. Dessa forma, bicicletas e carros saem pelas ruas com a música em busca de voto. Tudo leva o eleitor a não pensar ou refletir em quem é de fato o candidato.

Em cidades maiores como São Paulo o sistema é mais complexo. Quando o padrinho do candidato está em baixa ele fica em oculto, por exemplo: Alckmin (PSDB) criou Dória Jr, Edir Macedo (PRB) criou Celso Russomano e Lula (PT) Fernando Haddad.

O segundo passo para mascarar um monstro é fazer com que ele saia do seu pedestal de riqueza que representam a mais alta classe burguesa paulista/paulistana disfarçando-se de pobre. Um bom exemplo está em Dória Jr. Sempre foi conhecido por esse nome, mas para conquistar os pobres seus marqueteiros resolveram o chamar de João Dória, ou simplesmente João. Dessa forma temos o slogam publicitário: João homem do povo e trabalhador, isso mesmo que tenha usado de toda estratégia suja não só para ser candidato, mas também na conquista de riqueza.

A campanha é tão absurda que o “riquinho”, personagem de ostentação antigo das histórias em quadrinhos, usa uma carteira de trabalho. Claro! Só mostram a primeira página…Como criação do dono do Estado de São Paulo que governa por duas décadas (e pelo jeito vai passar de três) é uma garantia de desvio de verbas para o PSDB voltar ao poder na presidência do país. Claro! Esse partido diabólico possui o poder hipnótico de se passar por “intelectuais” que buscam o bem comum para a população. Tão sujo como o PT, mas devido ao sofisticado sistema de sigilo de documentos não existe qualquer investigação profunda.

Já Russomano foi criado nos laboratórios da TV Record. Disfarçado de protetor do consumidor foi conquistando as massas emburrecidas, mesmo que tenha apoiado políticos corruptos que afundaram o município de São Paulo como Celso Pitta (criação de Maluf).

Haddad teve uma criação mais simples. O poder mítico e populista do comandante Lula, onde tudo que tocava virava ouro teve um efeito na primeira eleição, porém para um novo mandato parece distante devido ao sistema complexo de corrupção criado por ele e sua quadrilha.

E por fim Marta Suplicy (ex PT e atual PMDB). Sempre disfarçada de socialista ficou por anos no PT e ficou conhecida por ser intolerante durante o seu mandato como prefeita. Não admitia ser contestada e se esquivando de quem lhe deu poder e da mídia devido aos seus pacotes de maldades. Seu vice era do PSDB, mas se filou ao sei lá o quê..

O que todos possuem em comum é o pacto com o capital. As propostas, se é que pode chamar assim, são as mesmas. [1] Privatizar! Privatizar! Privatizar! Entregar tudo para a iniciativa privada (banqueiros, empreiteiras e outras empresas) e apenas repartir o dinheiro roubado na forma de impostos com a elite burguesa.

O erro começa nas convenções internas dos partidos, pois escolhem o que existe de pior para transformar em um candidato. O correto seria uma intervenção popular nesse processo para anular os candidatos até que se tenham pessoas que sejam ao menos classificadas como péssimas para competir nas eleições. Dessa forma, somente uma maioria esmagadora de votos nulos e brancos poderiam reverter o processo. Algo impossível, pois o sistema criado pelos marqueteiros capturam os eleitores com seu poder hipnótico e débil. Só me resta sofrer na mais profunda e solitária angústia e pedir a DEUS  forças para suportar tempos mais difíceis ainda. Observar tudo como um mero espectador da vida, mas que não vive.

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