O espírito olímpico

Como esse seja talvez o último evento supostamente mais importante em 2016. Vamos analisar o que de fato é esse “espírito”, bem como seu significado para o Estado e a verdade ocultada por ele.

Podemos dividir o Estado em governo mundial e governo local. Para o governo mundial o interesse do evento está em despertar os velhos princípios presentes na Ordem Mundial de Baha’u’llah através da ONU e suas agências que são a unidade da diversidade e um mundo sem fronteiras. A ONU quer é guerra! O mercado de armas e munições americano e russo sabem muito bem disso. Eis aqui um motivo muito forte para que não seja feito um minuto de silêncio em homenagem aos mortos em várias épocas.

Já para o governo local criou-se um sistema infinito de corrupção e lucro que se fossem escritos não caberiam em livro algum desse mundo, por isso vamos apresentar apenas os principais fatos:

– Manipulação midiática – Para criar todo o clima do espírito olímpico fabricado o Estado conta com a mídia e os atletas, ambos representados pelo Ministério das Telecomunicações e Esportes, respectivamente. São aquelas propagandas chatas que aparecem no rádio e TV. Uma verdadeira lavagem cerebral ! Para que o efeito seja mais nocivo ainda espalham o aparelho em bares, lojas, padarias, mercados…Não tem como escapar!

– Exibicionismo governamental – Presidentes costumam sacrificar a vida do povo desviando o dinheiro das áreas de saúde, educação e segurança para as olimpíadas. Outra grande justificativa está no exibicionismo mundial , nesse caso a existência de um país atolado infinitamente na corrupção chamado brasil (em minúsculo mesmo). Que abram novas portas para as privatizações.

– Punição aos atletas – Em alguns países existe a necessidade de fabricar um herói para as massas, por isso e evento é propício. Se esse atleta ou atletas não voltarem com uma medalha correm o risco de serem presos.

– Fins educativos – Criada pelo barão de Coubertin em 1896, as olimpíadas tinham esse princípio, porém com o passar do tempo os valores mudaram. A mensagem que fica para as crianças é a mesma feita pelo futebol, ou seja, o sentido da vida está em não estudar, trapacear e se tornar famoso ostentando uma ou várias mulheres, bem como carros e mansões. E assim, o nosso rei segura a tocha. Um jogador de futebol analfabeto que faz propaganda de cursos universitários. Um  fruto dessa política suja se transforma no herói das massas. Aquele  que nos guiará com a luz da tocha. O rei está velho e  só, pois a sua rainha dos baixinhos o trocou por um homem rico, branco e apresentável após conquistar fortuna.

– O mito de Prometeu – O personagem criado na antiga Grécia por Hesiodo rouba o fogo “sagrado” e entrega para os humanos. Devido a isso é condenado a subir com uma rocha no monte e quando chega no topo ele rola para baixo, iniciando todo o processo novamente durante 30 mil anos. Esse mito mostra a realidade na inutilidade do evento em nossas vidas. Uma obra superfaturada que desviou milhões e cairá no mar do esquecimento, restando as cinzas olímpicas  na forma de dívidas impagáveis e na total ruína de uma nação, nesse caso em especial para a população do Rio de Janeiro.

– A tocha olímpica:

Um verdadeiro símbolo do paganismo. O seu fogo por onde passa deixa o rastro de miséria e crises intermináveis para a nação que acolheu os jogos. Crises cíclicas que geram planos de austeridades cada vez mais rigorosos para a população. E quando por um curto período a economia se estabiliza, tal como o mito de Prometeu a rocha cai por terra, iniciando uma nova subida com mais austeridade e rigor.

O espírito olímpico é o terror. Por causa desse evento maldito a vida das pessoas que viajam de avião virou um inferno. Revistas rigorosas para as pessoas comuns e nenhuma para os políticos.

Esse objeto estúpido se transforma em um deus, sendo cultuado de cidade em cidade. A tocha recebe um aparato de segurança invejável que jamais qualquer pessoa comum (entende-se aqui não políticos) teria em vida. Qual o sentido da tocha? Paz universal? Unidade da diversidade? Isso é ridículo e absurdo ! Se pararmos para pensar não existe nada de bom, pois se trata de um evento em que apenas a aristocracia brasileira e internacional estarão lucrando. Para os atletas amadores, pois aqui esporte é só futebol, resta um minuto de reconhecimento de glória e exibicionismo, isso se ganharem.

Porém o efeito hipnótico e mítico desse objeto já está no coração de muitos. O espírito olímpico está rodeando a terra procurando a quem possa tragar e viver no estado de alienação. É necessário desenvolver o amor pela tocha. Sendo assim, vejo o repórter global derramando lágrimas de crocodilo ao segurar o objeto de adoração. Tentativa fútil de motivar os povos. Nossos heróis, nosso país…agora somos humanos? Temos posse de algo? A importância da vida humana acontece somente quando o Estado quer?

Diante do poder do Estado sobre a minha impotência e insignificante vida resta apenas virar as costas para tudo isso. Seguir caminhando contra o vento, resistindo a ventania que tanto tenta me derrubar.

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” (I João 2 : 15)

 

 

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-36799961

http://esporte.hsw.uol.com.br

http://www.brasil.gov.br/cultura/2016/07/tocha-olimpica-chega-a-sao-paulo-neste-domingo-24