As divisões políticas do movimento gay

Recentemente, os jornalistas Ingrid Fagundez e Rafael Barifouse produziram uma matéria para a BBC (jornal que já foi referência sobre a globalização e hoje se limita a notícias locais) denominado: “ O que pensam os gays que apoiam Bolsonaro e rechaçam Jean Wyllys”. Sintetizando a notícia ela pode ser resumida na seguinte proposição: “ Homossexualismo não possui ideologia partidária fixa”.

Mas não vamos nos deter aqui a ao fenômeno político gay local e sim analisar a sua dialética, os interesses e o aspecto global. Entende-se aqui por dialética não no sentido socrático, mas no sentindo em que os filósofos Hegel/ Marx define como forças contrárias que buscam uma solução.

Os gays de direita defendem apenas – pelo menos até o momento – o direito de viverem juntos. Qualquer ato de “orgulho”, entende-se aqui beijos/ paradas em público, por exemplo, não é visto como algo moral. Justamente através desse conceito de moral é que os gays encontraram afinidades com o deputado Bolsonaro. De certo forma estão certos, pois existe o livre arbítrio para decidirem o caminho a ser seguido. Nesse caso, o deputado Bolsonaro, escolheu chegar ao poder através da polêmica.

Já os gays de esquerda descrevem que  os gays de direita são instrumentos de manipulação para o capital, onde são apenas fonte de lucro e consumidores que gastam bastante. Neoliberais que defendem o estado mínimo, onde em última instância apóiam os políticos que querem deter o poder juntamente com um grupo seleto de poderosos e para o povo só restará trabalhos sem direitos trabalhistas e temporários. Nem mesmo o salário mínimo será referência no futuro. Os gays de esquerda também estão corretos em suas críticas. Já Jean Wyllys escolheu o caminho da fama, onde o patético BBB sei lá que número lhe abriu as portas para a vida política.

Na síntese desse jogo dialético está a ordem mundial de Baha’u’llah. São apenas duas formas diferentes de administrar um dos seus princípios que é o fim de toda forma de preconceito e implantar a diversidade.

Já do ponto de vista cristão, essa dialética é deplorável, pois a doutrina da salvação, santificação e conversão está sendo aniquilada por todos os lados. É impossível nesse momento não inspirar na luz de Romanos 1:32:

Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem. (Romanos 1:32)

Todos os lados dessa dialética buscam seus interesses próprios e consentem a homossexualidade. Claro! Existe o livre arbítrio, porém os gays não são admoestados do risco que correm em perder a alma.

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-36475717

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