A diversidade nas olimpíadas e a agenda do capital

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As disputas nas Olimpíadas do Rio 2016 não se resumem ao caráter esportivo, mas uma tentativa de implantar a unidade da diversidade e um teste para a agenda agressiva do capital.

Iniciamos pela diversidade. Ora, cada evento que possibilita uma grande manipulação das massas pela mídia é uma ótima oportunidade para implantar alguns princípios do cristo cósmico Baha’u’llah, nesse caso o condicionamento de um mundo sem fronteiras. Pessoas do mundo inteiro virão por aqui para assistir os jogos olímpicos no Brasil.

Já a agenda do capital está mais agressiva do que nunca e testa a sua funcionalidade através do decreto de calamidade pública no Rio de Janeiro. A mentira é tão absurda que conseguiram acrescentar ao significado de calamidade (associado a desastres naturais) conceitos de crise econômica.

Culpam a arrecadação de ICMS e isenções fiscais pela mídia, porém a maior probabilidade é que seja: 1) Má gestão governamental, pois é possível fazer previsões de arrecadação e 2) Os tradicionais salários absurdos que os políticos recebem e 3 ) Pagamento da dívida do Estado aos bancos .

Ora, se consultarmos qualquer economista keynesiano ele dirá que a existe a urgência de implantar o Estado Mínimo no Rio, dessa forma tudo – absolutamente tudo – passa a ser governado pela iniciativa privada na forma de parcerias, concessões e privatizações, sobrando aos políticos apenas o repasse do dinheiro arrecado para as empresas. A justificativa é que isso destruirá o tripé da crise descrito acima.

A escolha dessa charge não foi por acaso. Ela ilustra o verdadeiro sentido do Estado Mínimo, pois com o tal decreto os políticos cariocas farão a verdadeira festa com R$3 bilhões distribuindo especialmente para as tradicionais empreiteiras.

O serviço público possui funcionários comprometidos. O que deveria ser mínimo são os políticos. Esses  deveriam ser avaliados pelo povo e saírem antes de terminarem o seu mandato quando não cumprirem metas. Vejamos um exemplo para entender a importância da autonomia do funcionalismo diante do estado mínimo:

Imagine que um médico esteja fazendo uma cirurgia (Vá lá! Cirurgião se considera DEUS, mas é só um exemplo) e precisa fazer uma profilaxia com Vacomicina em uma cirurgia ortopédica, porém a farmácia se recusa a fornecer. Como funcionário ele pode ir até a farmácia e lutar para que tenha o material necessário, porém como funcionário de uma OSS, PP, concessão e outras porcarias resta acatar a ordem e dispensar o paciente da sua cirurgia, deixando-o a própria sorte. O importante aqui e ganhar sem realizar a cirurgia.

Estado mínimo…o mínimo de competência, políticos fazendo o mínimo, empresas fazendo o mínimo e lucrando ao máximo nas custas de cada um de nós, mas não importa. Agora somos um só coração! Vamos esquecer tudo isso e apenas concentrar nos nossos heróis olímpicos que trarão o ouro inútil e fútil.

Referência:

Esses jornais manipuladores de sempre ( Estadão, Folha, G1…)