A volta de “cristo” pela nebulosa de Órion e Betelgeuse

orion

No dia 16 de dezembro de 1848 Ellen G. White, criadora do adventismo, lançou a seguinte profetada:

“O Senhor me deu uma visão acerca do abalo das potestades do céu…Nuvens densas e negras subiam e chocavam-se entre si. A atmosfera abriu e recuou; podemos então olhar através do espaço aberto em Órion, donde vinha a voz de DEUS. A santa cidade descerá por aquele espaço aberto”.

E desde essa data alguns adventistas tentaram decifrar o texto acima usando a ciência, nesse caso a astronomia. A conclusão foi que se tratava da nebulosa de Órion (localizar o ponto M42 na figura) , uma grande nuvem de gás e poeira localizada nessa constelação.

Não se sabe o que tem nesse local e algumas teorias acreditam que possam ter outras estrelas ou até planetas. Como o fato não pode ser comprovado, outro grupo de adventistas começara acreditar que esse portal seria na estrela chamada Betelgeuse. Essa foi a escolhida por ter alguns textos bíblicos referentes a Betel.

nebulosa orion

O erro  pode ser percebido quando analisamos o contexto histórico. Na profetada anterior, o advento da volta de Cristo para os adventistas aconteceu em 1844 quando calcularam de forma errada os 2300 dias da profecia de Daniel. Dessa forma, esse seria a segunda volta de Cristo e foi quando Ellen começou a profetizar mediante a sensação de sufocamento espiritual.

Porém, em ambas profetadas existe uma colisão e união com o bahaismo. No primeiro advento de 1844 aconteceu a manifestação do Báb e nesse segundo , ainda sem data, os adventistas estão indo de encontro com a manifestação de Baha’u’llah. Em 1848, Baha’u’llah começava a se revelar de forma tímida como o cristo cósmico da nova era escrevendo epístolas. Alguns anos mais tarde, agora como o oitavo rei e cristo cósmico, Baha’u’llah toma para si a interpretação de Apocalipse 1:7 em sua epístola enviada ao Papa Pio IX. Dessa forma, as epístolas de Baha’u’llah e a profetada de Ellen se encontraram de novo em nome da diversidade.

Dessa forma, qualquer acontecimento mínimo na nebulosa de Órion que a imprensa divulgar, nesse caso de preferência a NASA, será suficiente para consolidar a apostasia adventista.

Muitas seitas e povos cultuam essa constelação, por exemplo: As três pirâmides alinhadas que estão no Egito são uma representação da constelação. Elas também surgem no mito grego.

Homero descreve Órion apenas como constelação, mas depois surgiram outros mitos (agora significando cópia) criando narrativas que distorcem as escrituras. Órion é descrito como o grande caçador (Ninrode?Ismael?), em outras narrativas ficou cego ( Sansão?), em outras um homem comum, ele também surge como gigante (Golias?), em outras narrativas Órion era filho de poseidon, por isso andava sobre as águas (Jesus?), em outras Órion, o tarado, teria sido morto por Ártemis ou Gaya através de um escorpião. E por fim, Zeus criou a constelação de Órion e a de escorpião após a sua morte a pedido da deusa Ártemi.

E assim, o adventismo se junta com todas essas seitas esotéricas que cultuam Órion. Parece que entenderam errado o que as escrituras dizem em Amós 5:8

“Procurai o que faz o Sete-estrelo e o Órion e torna a sombra da noite em manhã, e faz escurecer o dia como a noite, que chama as águas do mar, e as derrama sobre a terra; o SENHOR é o seu nome.” (Amós 5 : 8)

Ora, não é para buscar DEUS em Órion. A busca tem que ser feita na alma e no coração mediante santificação e arrependimento. Uma busca pelo amor eterno, a verdade e a justiça.

Referências:

http://centrowhite.org.br/pesquisa/artigos/1844-coincidencia-ou-providencia/

http://www.eurooscar.com/bahai/bahai_cronologia.htm