O pancadão com agente do caos social

Iniciamos o nosso estudo buscando a origem da atribuição do nome dado a esse barulho que alguns chamam de música. Dessa forma, o sentido da palavra pancadão está associada a um tapa muito doloroso e de fato essa é a essência do movimento.

A pancada acontece na alma e tem como função reduzir o ser humano a nada. A sentença principal de qualquer “canção” desse “estilo musical” é: Você não passa um favelado, miserável e desgraçado. A suposta figura rítmica (ta –tatá / ta) que é sempre a mesma anula a capacidade cognitiva de discernimento da realidade em que se vive.

Uma vez destruída a essência do ser inicia-se a construção de uma nova criatura que adquire valores fora da realidade em que se vive. Agora o ser em sim mesmo não é nada começando a viver apenas pelo sentido de existência, ou seja, uma forma de humanismo egoísta em que cada um dos adeptos é o centro do universo.

O pacadão nada possui de artístico, pois toda arte retrata a subjetividade ou objetividade do artista diante de um objeto ou realidade, por exemplo: A MPB retratava a luta pela ditadura em suas canções, a música sertaneja procura relatar a cultura caipira e também o remorso de amores perdidos. Se esses estilos conseguem em alguns casos despertar uma certa purificação e respeito (catártico) o mesmo não acontece no pancadão, pois ele desperta sentimentos para roubar, matar e destruir que fazem parte da busca pela ostentação em si.

Dessa forma, o sentido da vida para os adeptos do pancadão é a aquisição de objetos para serem exibidos como: automotores, mulheres, jóias, imóveis e roupas de marca. Por isso é comum se exibirem pelas ruas tirando o sono da população não só com o som no último volume, mas com motos que possuem o escapamento alterado.

Alguns para conseguirem esses bens partem para o roubo promovendo arrastões, uma das formas mais usadas são os arrastões nos pontos de ônibus com o uso de motos ou bicicleta. Dessa forma, conseguem aquisição de celulares e dinheiro para comprar roupas de marca nessa jornada da auto ostentação.

Já para as mulheres, a vulgaridade passa a ser interpretada como estética corporal na jornada da ostentação. O corpo se transforma em objeto a ser conquistado por homens do movimento, porém o sentimento é transitório movido apenas pelo instinto da reprodução desordenada. Graças ao pancadão aumentou-se consideravelmente o número de mulheres que roubam.

A quem diga que a ostentação é apenas o fruto da nova classe média por ter ampliado o seu poder aquisitivo, porém nada poderia ser mais absurdo. O sistema de economia por empréstimo desse socialismo ridículo gerou o caos atual em que vivemos. Para os pancadeiros o que importa é ter e não ser.

Mas mesmo com o caos ainda predomina o lucro do capitalismo. A grande mídia ( Globo, Tv Record, SBT…) abraçou a causa do movimento e rotulou um bando de jovens marginais e analfabetos como cantores. E assim, ano após ano, muito diferente de outros estilos musicais, o pandão continua se propagando como um câncer roubando, matando e destruindo a sociedade, mas visto como ato democrático pelo Estado.

Já o Estado como foi reduzido ao mínimo de funções, compete apenas “contemplar” a nova sociedade que está surgindo. A repressão acontece somente para as pessoas honestas que possuem capacidade cognitiva de refutar seus abusos.

O conceito de preconceito, algo tão divulgado nos direitos humanos do cristo cósmico Baha’u’llah, muda o sentido para palavra proteção. Dessa forma, denunciar pancadões em favelas passa a ser visto como preconceito e não uma perturbação sonora.

Infelizmente a tendência é que isso piore muito mais em 2016, pois são requisitos básicos que antecedem a manifestação de Baha’u’llah para o mundo. Ora, dessa forma o cristo cósmico pretende se igualar a JESUS ou até mesmo superá-lo, pois vão argumentar no futuro que conseguiram converter esses marginais, coisa que o cristianismo não faz.Isso na visão deles.

Anúncios