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Princípios de uma economia divina

star bahái

“A Ordem Mundial de Bahá’u’lláh liberou estas forças continuará, em Sua sabedoria inescrutável e por seu poder onipotente, a moldar e dirigir o curso deles para a glória, a emancipação final, e o reconhecimento absoluto de Sua Fé…”

“…Poucas pessoas deixarão de reconhecer que o Espírito insuflado no mundo por Bahá’u’lláh, Espírito esse que está se manifestando em graus variados de intensidade, mediante os esforços conscientes de Seus declarados apoiadores e, indiretamente, através de certas organizações humanitárias, jamais poderá penetrar no gênero humano e exercer uma influência duradoura, a não ser que, e até que, encarne em uma visível Ordem portadora de Seu nome, integralmente identificada com Seus princípios e funcionando de conformidade com Suas leis…”

(Shoghi Effendi- Gurdião da fé).

1) Agenda 2030

BRISTOL, Reino Unido – A Comunidade Internacional Bahá’í (BIC) e representantes de 23 outras grandes tradições religiosas têm oferecido à Organização das Nações Unidas (ONU) idéias e planos de ação em apoio aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) -chamado Agenda 2030, agenda de desenvolvimento principal da ONU para os próximos 15 anos.

Referido como “Os compromissos Bristol”, de contribuições dos vários grupos religiosos foram apresentados e discutidos em um evento de dois dias, intitulado “fé no futuro”, em Bristol, Reino Unido, 8-9 setembro. O evento foi co-organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Aliança de Religiões e Conservação (ARC).

Na sua contribuição para a reunião, o BIC elaborado sobre o papel vital da religião no sucesso do ODS.

“A religião tem sido uma característica da civilização humana desde os primórdios da história registrada e levou incontáveis ​​multidões de surgir e se esforçar para o bem-estar dos outros”, explicou em uma declaração escrita. “Quando fiel ao espírito dos seus fundadores transcendentes, a religião tem sido uma das ferramentas mais poderosas para a criação de padrões novos e benéficos da vida individual e coletiva.”

http://news.bahai.org/story/1067

2) Como podemos abolir os extremos de pobreza e riqueza- um dos princípios da Fé Bahá’i?

A Fé Bahá’í analisa a condição atual da sociedade, em que um pequeno número de indivíiduos acumula fortunas excessivas enquanto as massas da humanidade vivem em extrema carência, como um grave desequilíbrio e injunstiça. De outro lado, um estado de completa igualdade econômica não é nem algo possível nem desejável.

Os Escritos Bahá’ís preveem que os extremos de pobreza e riqueza serão gradualmente reduzidos à medida que o caráter dos indivíduos – ricos e pobres – seja reformado, e que as conexões essenciais entre os aspectos espirituais e materiais da vida sejam reconhecidos.

No nível individual, a chave está em reconhecer que cada ser humano, independentemente de sua condição social ou econômica, tem a capacidade inerente – assim como o direito e a obrigação – de contribuir para o avanço contínuo da civilização. A ociosidade e a mendicância são proibidas aos bahá’ís, enquanto o trabalho realizado em espírito de serviço é algo elevado à condição de adoração. O direito ao trabalho e o direito a contribuir com a sociedade adquirem uma dimensão espiritual, e a responsabilidade de ser um indivíduo produtivo se aplica a todas as pessoas.

A riqueza é considerada um grande mérito quando utilizada para o benefício de todos. ‘Abdu’l-Baha declarou:

“A riqueza é meritória ao máximo, contanto que a inteira população seja rica. Se, entretanto, poucos têm riquezas excessivas enquanto os demais estão empobrecidos, e nenhum fruto ou benefício advier daquela riqueza, ela é então somente responsabilidade para o seu possuidor. Se, por outro lado, ela for despendida para a promoção do conhecimento, a fundação de escolas elementares e outras, o fomento à arte e indústria, a instrução dos órfãos e pobres – seu possuidor distinguir-se-á perante Deus e o homem como o mais excelente de todos que vivem sobre a terra, e será contado como um dentre o povo do paraíso.” (O Segredo da Civilização Divina)

3) Crise ambiental

Os bahá’ís veem a crise ambiental como um dos numerosos fatores que requerem profundas mudanças no comportamento humano.

Eles acreditam que a humanidade está passando por um turbulento período de transição rumo a uma sociedade global unificada. A humanidade viverá em harmonia com o meio ambiente quando seus potenciais espiritual e material forem tratados de maneira respeitosa.

Os ensinamentos bahá’ís reforçam o fato de que o desenvolvimento sustentável depende da aceitação, por parte da humanidade, de princípios éticos e espirituais que promovam o bem-estar econômico, social e ambiental.

4) Ciência e religião

A Fé Bahá’í ensina que ciência e religião são dois sistemas de conhecimento complementares, que ao longo da história se provaram os mais poderosos instrumentos para a investigação da realidade e para o avanço da civilização.

Os bahá’ís acreditam que esses dois sistemas interagem hamoniosamente, cada um operando em sua própria esfera, como um dos prerequisitos para o estabelecimento de uma sociedade justa e pacífica. A Casa Universal de Justiça explicou essa relação no documento A Prosperidade da Humanidade:

“Ao longo da história registrada, a consciência humana sempre dependeu de dois sistemas básicos de conhecimento, através dos quais suas potencialidades foram se expressando progressivamente: a ciência e a religião. Através dessas duas forças, a experiência da raça humana foi organizada, seu meio ambiente interpretado, explorados seus poderes latentes e disciplinada sua vida moral e intelectual. A religião e a ciência agiram como as verdadeiras progenitoras da civilização.

“No contexto de uma estratégia de desenvolvimento sócioeconômico, porém, a questão que se apresenta é como a atividade científica e tecnológica deve ser organizada. Se o trabalho envolvido tiver como meta principal a manutenção das elites estabelecidas num pequeno número de nações, está mais do que evidente que a imensa brecha já criada entre os ricos e pobres do mundo irá apenas continuar a se ampliar, com as desastrosas conseqüências, já mencionadas, para a economia mundial. De fato, se a maior parte da humanidade continuar a ser considerada como meros usuários dos produtos da ciência e tecnologia criados em outros países, então os programas ostensivamente destinados a atender suas necessidades não poderão ser chamados de desenvolvimento.”

http://www.bahai.org.br/perguntas

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