Somos todos Maju?

Conforme apresentado pela mídia, uma repórter do JN da globo foi agredida com palavras racistas; e , como uma suposta manifestação de carinho, adotou-se o slogan : “ somos todos Maju” para combater o preconceito.

 Primeiramente, devemos entender que esses acontecimentos surgem quando os princípios do cristo cósmico Baha’u’llah são colocados em prática (nesse caso o fim de [1] toda forma de preconceito), pois não existe uma conversão espiritual como no cristianismo e sim uma imposição. Seria algo parecido se hoje vivêssemos sobre a lei de Moises gravada apenas em nossa mente e não nos corações, ou seja, a prática da desobediência prevalece.

 Diante disso, a própria rede globo e outras emissoras propagam o racismo de várias formas. Nas novelas que mostram o crime nunca sendo punido (link da matéria da folha no final do post). Na tradicional frase que nesse caso seria: “ A primeira mulher negra a apresentar a previsão do tempo durante a madruga e que depois foi para o JN”. Esse tipo frase cria um pensamento eurocentrista no qual o padrão da raça “perfeita” européia reconhece um pequeno grau de evolução nas raças consideradas inferiores por eles.

 Outro fato estranho é o uso de palavras muito pesadas nas ofensas e o desaparecimento de praticamente todos os envolvidos. Isso leva para uma estratégia política sobre o marco civil da internet, pois ele envolve muito dinheiro no requisito guarda de dados descritos no Art.10. Conhecendo esse país já sabemos o caminho…uma mega empresa de informática que patrocina campanhas políticas se apodera desse mercado para super faturar o custo de servidores e banco de dados, por isso usaria as agressões fabricadas como justificativa.

 Independente de serem fabricadas ou não, o racismo é uma realidade inclusive presente nas igrejas cristãs (tanto católicas como evangélicas), por exemplo: É muito comum a IURD mostrar em seus programas as lideranças da raça branca na TV e no catolicismo a autoridade do Papa continua sempre vinculada ao padrão europeu. Essa prática no cristianismo já aconteceu no passado e também nos dias de hoje não só por alguns mebros, mas como lideranças:

“Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redargüidos pela lei como transgressores.”  (Tiago 2 : 9)

 Infelizmente estamos muito longe de ver  a raça negra, mulheres, índios e nordestinos como pessoas comuns. Bastava que os destaques de cada a raça fossem tratados como pessoas normais, pois são. Dessa forma, o observador não enxergaria nada demais em uma mulher dirigindo um ônibus ou um negro debatendo questões de ordem cognitiva.

 Os jornais estão longe de enfatizarem a importância das doenças de ordem mental causada pelo racismo (isso independente que seja cultural ou racial), pois também é questão de saúde. Será que são todos Maju? Ou caminhamos para um sociedade cruel, arrogante, falsa, hipócrita, fria e avarenta como descrito em Timóteo? De fato, a segunda hipótese está vencendo a cada dia. O que dizer da política/ética? Ora, os comentários falam por si ao usarem a palavra “cotista” como ofensa e incapacidade de ordem cognitiva.

 Referência:

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-influencia-de-danilo-gentili-no-caso-de-racismo-contra-maju-coutinho-por-paulo-nogueira/

http://cultura.estadao.com.br/noticias/televisao,o-racismo-em–debate-na-vida–real-e-nas-novelas,1719784

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12965.htm

[1]- Ora, usar o termo “todo” para erradicar preconceitos chega a ser um absurdo, pois poderíamos colocar pedófilos, viciados e racistas ao grupo.