Reflexão filosófica da classe média com Marilena Chaui

Iniciamos essa reflexão sobre o pensamento filosófico de Marilena Chauí analisando o seu conceito de classe social. Segundo ela, só temos os donos da propriedade privada e os proletários. Esse é um conceito muito difundido no pensamento de Marx. Entre essas duas classes temos a classe média. Marilena atribui para esses alguns pensamentos de repúdio a classe média velha (formada por pessoas que ganham na faixa de R$.200,00 a R$.1000,00), por exemplo: pessoas simples que andam de avião. Para ela esse fato representa a importância da evolução do poder aquisitivo, mesmo que sejam feitos na ilusão do crediário.

Já no outro atributo do pensamento da classe média estão as abominações políticas, éticas e cognitivas. Como exemplo ela usa uma suposta discussão que teve em um banco ao encontrar com o   dono de um carro de luxo e sua companheira. Dessa forma, a abominação política está nos bens adquiridos, a ética na agressão verbal e a cognitiva em não entender que existe apenas proletários e donos da propriedade privada.

A mídia em geral classificou Marilena como louca, mas nada poderia estar mais longe da verdade. Existe sim um plano em andamento para destruir a classe média, porém de forma gradativa. Vale lembrar que o sentimento de ódio sempre teve como meta a destruição do oponente, o que é muito diferente da ira ou raiva. O seu discurso de ódio surgiu durante um debate sobre o lançamento das maravilhas do governo lula e Dilma e contou com as palmas do ex presidente. Esse ser não faria isso se não concordasse.

Observe atentamente que o conceito de classe média dessa fundadora do PT não está no salário, mas enfatizado no pensamento. Não se trata de preconceito aos pobres, mas oposição aos programas sociais do PT como o bolsa família, bolsa crack e bolsa travesti. Podemos definir isso não como classe média, mas pensamento médio.

Dessa forma, se o pensamento médio se amplia para manifestações contra as austeridades impostas pelo governo, seus planos sociais fajutos e também ao fim do poder aquisitivo. Tudo isso se torna algo subversivo e que precisa ser eliminado para que se tenha apenas o proletariado (pessoas vivendo de esmolas do governo) e os donos do meio de produção. Isso resulta em algo terrível, pois se o neoliberalismo já é péssimo imagine uma nova forma de poder que irá o destruir.

Como exemplo dessa destruição gradativa usamos a recente medida de austeridade anunciada pelo governo na aquisição de imóveis usados. A Caixa Econômica passou a financiar apenas 50% do valor e o comprador deverá ter a metade do dinheiro para pagar. Algo muito difícil e que atinge em cheio a classe média (médicos, advogados…) e o mercado imobiliário. Os outros bancos também fazem financiamentos, porém a taxa de juros…. Mas a destruição não vai parar por aí e para tornar uma pessoa que tem o pensamento médio pobre é simples…basta tirar o poder aquisitivo com a inflação, não reajustar salários e aumentar os tributos.

O que faz Marilena Chauí e o PT pensarem dessa forma é uma análise errada e generalizada de que a classe média possa querer tomar os meios de produção. É por tudo isso que essa filosofa é:

Uma abominação política. Muitas pessoas da classe média ou pensamento médio como ela chama querem apenas manter algum padrão de conforto e não possuem intenção de se apoderar dos meios de produção.

Uma abominação ética, pois discordar de programas parasitas como o bolsa família em público qualquer um corre o risco de ser morto pelos marginais do partido do governo e sua força nacional formada por boinas vermelhas patrocinados pelo instituto lula.

Uma abominação cognitiva, pois não conseguem ver a verdade de que as pessoas não estão interessadas no meio de produção.

Observação: A classe média somos todos ou quase todos nós, pois para o PT  e o PSDB é uma questão de pensamento ideológico e não financeiro.