Um mundo sem fronteiras…

“…Os Estados Unidos da América serão apenas um nome. Alemanha, França, Inglaterra, Turquia, Arábia – todas essas nações serão interligadas em união. Quando se perguntar às pessoas do futuro: “Qual a sua nacionalidade?”, a resposta será: “Pertenço à nação da humanidade. Vivo à sombra de Bahá’u’lláh. Sou servo de Bahá’u’lláh…” ( A paz universal – Abdu’l’bahá)

O recente naufrágio que aconteceu no Mar Mediterrâneo mostra como um mundo sem fronteiras idealizado pela Ordem Mundial de Baha’u’llah está cada vez mais distante. As medidas anunciadas pelos donos da União Européia estão muito mais voltada para a punição e deportação. Somente no artigo 7 surge a reinstalação dos imigrantes, desde que recebam status de refugiados pela ACNUR, agência da ONU responsável por deixar milhões de vidas sem lar e em acampamentos precários.

O mundo está passando por um processo de emburrecimento irreversível e a cada dia os donos da Terra criam leis absurdas e ridículas, agora isso não é mais exclusividade do Brasil. E assim, podemos observar como a teoria desse governo global quando colocada na prática gera apenas mais confusão.

1 – Reforço das operações de patrulha e salvamento já existentes no Mar Mediterrâno (Triton e Poseidon), com o aumento de fundos e recursos. O patrulhamento também atingirá uma zona marítima mais vasta.

2 – Criação de uma missão civil e militar para capturar e destruir os navios utilizados pelos traficantes de seres humanos. A ideia é inspirada no modelo da missão contra a pirataria Atalante que a Europa vem realizando na costa da Somália.

3 – Reforço da cooperação entre serviços europeus responsáveis por alfândegas, justiça e tratamento de pedidos de asilo para reunir informações sobre o modo operatório dos traficantes de seres humanos.

4 – Equipes do Gabinete Europeu de Apoio ao Asilo (EASO) serão enviadas à Itália e à Grécia para estudar os pedidos de asilo.

5 – Registro sistemático das impressões digitais de todos os migrantes que pisarem nos países do bloco.

6 – Análise para a distribuição mais igualitária dos refugiados entre os países da UE.

7 – Lançamento pela Comissão Europeia de um projeto-piloto, baseado no voluntariado, para reinstalar os migrantes que receberam o status de refugiado pela Acnur (Alto Comissariado da ONU para os refugiados) entre os países-membros do bloco. Estima-se que cerca de 5.000 pessoas possam ser beneficiadas.

8 – Criação de um novo programa para deportação rápida de migrantes que não receberam autorização para permanecer na UE, sob coordenação da Frontex, a agência europeia de vigilância das fronteiras.

9 – Reforço das ações nos países vizinhos da Líbia para tentar bloquear os caminhos utilizados pelos migrantes.

10 – Envio de especialistas ao exterior para obtenção de informações sobre os fluxos migratórios e reforço do papel das delegações europeias.

 

http://www.portugues.rfi.fr/europa/20150421-uniao-europeia-anuncia-plano-de-10-pontos-em-resposta-crise-de-imigrantes