Uma visão ontológica da Apostasia profética

parmenidesA internet está repleta de interpretações sobre o apocalipse que chegam a ser absurdas em também de outras profetadas. Pode-se citar como exemplo a escatologia adventista  que sempre se adapta de forma errada quando erram.  Ainda temos os profeteiros de plantão que insistem em tsunamis (assunto do próximo post) e falsos arrebatamentos. Mas o que leva essas pessoas a insistirem no erro? Ora, algo está errado no seu “ser” interior. È aqui que entra a ontologia filosófica.

Esse desvio de conduta do pensamento e do “ ser” (ontologia) pode ser encontrado na antiga Grécia entre os filósofos pré-socráticos. O destaque  vai para  Parmênides que inaugurou  a era da razão, mesmo em um período cosmológico e da physis.

Em seus fragmentos, não se sabe se foi dentro ou fora do corpo, o filósofo Parmênides (530 a.C. e 515 a.C. ) inicia uma viagem mística guiado  por corcéis  ate a donzela dos céus e suas várias personificações.  Chegando face a face com esse demônio, ela revela os segredos de como manter o ser humano ignorante o e amarrado nas suas limitações como segue abaixo:

“Os corcéis que me transportam, tanto quanto o ânimo de impele, conduzem-me, depois de me terem dirigido pelo caminho famoso da divindade, que leva o homem sabedor por todas as cidades (…)E a deusa acolheu-me de bom grado, mão na mão direita tomando, e com estas palavras se me dirigiu: “Ó jovem, acompanhante de aurigas imortais, tu, que chegas até nós transportado pelos corcéis, Salve! (…) quais os únicos caminhos de investigação que há para pensar: um que é, que não é para não ser, é caminho de confiança (pois acompanha a realidade); o outro que não é, que tem de não ser, esse te indico ser caminho em tudo ignoto, pois não poderás conhecer o não-ser, não é possível, nem indicá-lo… (Parmênides)”

As duas máximas da Rainha dos Céus para Parmênides são:

1) “um que é, que não é para não ser, é caminho de confiança (pois acompanha a realidade)”

Observe que o “ser” é, porém não é para ser, ou seja, trata-se de um “ser que não é ou uma falsa verdade do “ser” em absoluto. Esse pensamento filosófico serve para entender a apostasia do pensamento tanto para católicos como evangélicos, por exemplo:

a) Para os católicos a igreja deles  (um que é ) é a única verdadeira (é para não ser),  ou seja, o ser se transforma em apenas um produto equivocado do pensamento. A rainha dos céus vê isso com grande alegria, pois sabe que conduzirá mais almas para o inferno.

b) Para os evangélicos (digo falsos) é só colocar o pensamento  errado como o  “ser”, por exemplo: O Vaticano é a besta do mar ou  Arnold Schwarzenegger como anticristo. Agora vamos adicionar à sentença da rainha dos céus esse pensamento: “um que é (Arnold Schwarzenegger é o anticristo) , que não é para não ser (ele não é o anticristo) , é caminho de confiança ( a rainha dos céus se alegra pelo caminho errado da apostasia que foi seguido) .

E se dissermos para esses infelizes que estão errados  o certo será visto como errado e essa é a segunda máxima da rainha dos céus:

2) “o outro que não é, que tem de não ser, esse te indico ser caminho em tudo ignoto, pois não poderás conhecer o não-ser, não é possível, nem indicá-lo”

“o outro que não é” (aqui adicionamos a verdade recusada por eles como:  O Vaticano não é a besta do mar e muito menos Hitler vai sair do abismo)   que tem de não ser ( a verdade é negada pela segunda vez. E assim, a verdade se torna oculta e o caminho que não deve, mas deveria ser seguido. A Rainha dos Céus complementa o pensamento com a seguinte frase: “esse te indico ser caminho em tudo ignoto”.

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