O Grande Irmão “zela” por ti – Parte I

Muito mais do que um sistema de monitoração e rastreamento, o livro “1984” de George Orwell ou o” Grande Irmão” revela muitas  outras características da futura vida do  cidadão global, do reinado do cristo cósmico Baha’u’llah e do Anticristo.

 “…A nossa (civilização) funda-se no ódio. Em nosso mundo não haverá outras emoções além do medo, fúria, triunfo e auto-degradação. Destruiremos tudo mais (…) cortaremos os laços entre filho e pai, entre homem e homem e  mulher e mulher (…) no futuro não haverá  esposas e nem amigos. As crianças serão tomadas das mães ao nascer, como se tiram os ovos da galinha (…) A procriação será uma formalidade anual como a revelação de um talão de racionamento (..) Não haverá amor, exceto amor ao Grande Irmão e ao Partido. Não haverá riso, exceto o riso de vitória sobre o inimigo derrotado. Não haverá nem arte, nem literatura, nem ciência. Quando formos onipotentes não teremos mais necessidade de ciência. Não haverá mais distinção entre a beleza e a feiúra. Não haverá curiosidade, nem [1] fruição  do processo da vida. Todos os prazeres concorrentes serão destruídos. Se queres uma imagem do futuro, pensa numa bota pisando no rosto humano – para sempre…” (George Orwel – 1984).

O livro narra a história de Winston Smith, um dos escolhidos da era “vindoura” que trabalha para o partido do governo (INGSOC). Após se comportar de forma suspeita como sentir amor pela personagem Júlia e não sorrir diante da tele-tela entre outros, o partido resolve monitorar e rastrear a sua vida até que seja preso para ser torturado, humilhado e questionado. Devido a tantos castigos, injeções e choques, ele se esvazia de si mesmo e confessa crimes que nunca cometeu por amor ao Grande Irmão, caminhando assim para a morte.

O mundo idealizado por Orwell é controlado por um homem, alias não bem um homem, mas um mito criado pelo partido (INGSOC), de onde emana toda a força de poder chamado Grande Irmão, por um dos membros do partido chamado O’Brien e quatro ministérios que são: O Ministério da Paz, Ministério do Amor, Ministério da Fatura e o Ministério da Verdade.

Toda essa estrutura controla os escolhidos e o povo (chamado de “os proles”). Os “proles”, por já estarem inseridos no sistema, raramente possuem uma tele-tela, aparelho que monitora a vida de cada cidadão do partido. A tele-tela pode ver  o que cada  cidadão faz da sua vida e também transmitir programas do  governo.

O mundo do livro também é dividido em três blocos que são: Oceania (o bloco principal liderado pela Inglaterra), Eurásia e  Lestásia. Para se manter no poder, a Oceania sempre está em conflito com um dos outros dois blocos.

A unificação dos povos acontece através de um idioma universal chamado de novilíngua. Esse idioma reduz as palavras para uma forma mais simples, por exemplo: O Ministério da paz é chamado em novilíngua de Minipaz. Outro objetivo da nova língua é fazer com que as palavras não tenham mais o seu sentido antigo, destruindo dessa forma o pensamento crítico.

Para que ninguém saia da linha, o mundo do Grande Irmão conta com a polícia do pensamento.