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“Caritas in Veritate” e a Ordem Mundial de Bento XVI

enciclica bento XVIResumo: No início de sua nova encíclica, Bento XVI defende a criação de uma Ordem Mundial iluminista, ou seja, a sua visão de governo é praticamente a mesma de David Rockefeller, mas mesmo assim ela acaba sofrendo alterações e adaptações para se transformar na Ordem Mundial de Baha’u’llah.

Encíclica de Bento XVI “Caritas in Veritate” -Sobre o desenvolvimento humano integral na caridade e na verdade

Após uma série de  passagens monótonas e exaustivas, finalmente Bento começa revelar parcialmente as suas verdadeiras intenções. No parágrafo 39 ele  diz que os princípios usados pelo papa Paulo VI não são suficientes para estabelecer a nova ordem mundial.

“39 (…) Na Populorum progressio, Paulo VI pedia que se configurasse um modelo de economia de mercado capaz de incluir, pelo menos intencionalmente, todos os povos (…) Hoje esta visão, além de ser posta em crise pelos processos de abertura dos mercados e das sociedades, revela-se incompleta para satisfazer as exigências duma economia plenamente humana(….)”

Os princípios de Paulo VI, rejeitados por Bento XVI,  são os mesmos descritos em Habacuque 2:5, onde o soberbo (que é a besta do abismo) , através do seu poder espiritual, ajuntará para si todos os povos:

Tanto mais que, por ser dado ao vinho é desleal; homem soberbo que não permanecerá; que alarga como o inferno a sua alma; e é como a morte que não se farta, e ajunta a si todas as nações, e congrega a si todos os povos. (Habacuque 2 : 5)

No parágrafo 38, Bento não defende a idéia de um supra-estado mundial  espiritualista como na ordem mundial de Bahá’u’llah, mas um sistema de governo materialista composto por três sujeitos:

“38 (…) O meu antecessor João Paulo II sublinhara esta problemática, quando, na Centesimus annus, destacou a necessidade de um sistema com três sujeitos: o mercado, o Estado e a sociedade civil(…)”

Esse sistema apoiado por Bento XVI é o mesmo que está sendo criado por David Rockefeller através da sua Comissão Trilateral formada pelos EUA, União Européia, Japão e tendo como sede espiritual Jerusalém. O sonho de Rockefeller é fazer com que todas as outras nações sejam escravas da Comissão Trilateral fornecendo  principalmente mão de obra barata, produtos agrícolas e petróleo.

Basta ver como os EUA apoderou-se do Iraque para “usufruir” do seu petróleo. A Comissão Trilateral também não reconhece a ONU como uma assembléia mundial ou o centro do governo mundial , mas apenas como uma agente facilitadora de negociações. Esse também é o ponto de vista de Bento XVI.

Mas é no capítulo 67 que Bento XVI revela-se como o falso profeta ao apoiar uma –  autoridade  política mundial,  que deverá ser reconhecida por todos os povos da Terra:

67.Para o governo da economia mundial, para sanar as economias atingidas pela crise de modo a prevenir o agravamento da mesma e em consequência maiores desequilíbrios, para realizar um oportuno e integral desarmamento, a segurança alimentar e a paz, para garantir a salvaguarda do ambiente e para regulamentar os fluxos migratórios urge a presença de uma verdadeira Autoridade política mundial, delineada já pelo meu predecessor, o Beato João XXIII. A referida Autoridade deverá regular-se pelo direito, ater-se coerentemente aos princípios de subsidiariedade e solidariedade, estar orientada para a consecução do bem comum , comprometer-se na realização de um autêntico desenvolvimento humano integral inspirado nos valores da caridade na verdade. Além disso, uma tal Autoridade deverá ser reconhecida por todos, gozar de poder efectivo para garantir a cada um a segurança, a observância da justiça, o respeito dos direitos. Obviamente, deve gozar da faculdade de fazer com que as partes respeitem as próprias decisões, bem como as medidas coordenadas e adoptadas nos diversos fóruns internacionais. É que, se isso faltasse, o direito internacional, não obstante os grandes progressos realizados nos vários campos, correria o risco de ser condicionado pelos equilíbrios de poder entre os mais fortes. O desenvolvimento integral dos povos e a colaboração internacional exigem que seja instituído um grau superior de ordenamento internacional de tipo subsidiário para o governo da globalização [149] e que se dê finalmente actuação a uma ordem social conforme à ordem moral e àquela ligação entre esfera moral e social, entre política e esfera económica e civil que aparece já perspectivada no Estatuto das Nações Unidas.

O perfil idealizado por Bento exige uma pessoa capaz de fazer prodígios jamais vistos;  isso faz parte das  características do Anticristo descritas em Daniel 11:36:

E este rei fará conforme a sua vontade, e levantar-se-á, e engrandecer-se-á sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas espantosas, e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito. (Daniel 11 : 36)

Mas para ter esses poderes, o Anticristo contará com a ajuda de um deus estranho:

Com o auxílio de um deus estranho agirá contra as poderosas fortalezas; aos que o reconhecerem multiplicará a honra, e os fará reinar sobre muitos, e repartirá a terra por preço. (Daniel 11 : 39)

Foi por esse motivo que Baha’u’llah enviou uma epístola à Rainha Vitória (que também descende de Davi assim como Baha’u’llah)  dizendo que da sua linhagem nasceria o executivo mundial. Baha’u’llah dará poderes espirituais ao seu futuro [1]-Afnán  para que ele governe sobre todos

Mas o que poderia ter feito essa mudança de paradigma em Bento XVI? Ora, não poderia ser outra a não ser a entidade espiritual chamada Rainha dos Céus. No final da conclusão de sua encíclica, Bento XVI entrega para essa entidade espiritual  o destino da humanidade:

79. Que a Virgem Maria, proclamada por Paulo VI Mater Ecclesiæ e honrada pelo povo cristão como Speculum Iustitiæ e Regina Pacis, nos proteja e obtenha, com a sua intercessão celeste, a força, a esperança e a alegria necessárias para continuarmos a dedicar-nos com generosidade ao compromisso de realizar o « desenvolvimento integral do homem todo e de todos os homens”

Entidade essa que será usada por Baha’u’llah para “converter” o Papa e fazer com que ele o proclame como o seu senhor, segundo a epístola Lawh in pap que diz:

 O Papa! Rasgue os véus (…) cabe por tanto proclamar Baha’u’llah, o esplendor da autoridade do seu senhor ” (Baha’u’llah)

Referência:

http://www.zenit.org/article-22072?l=portuguese

[1]-Afnán  – Ramo da mesma linhagem, pois tanto Baha’u’llah como o verdadeiro Anticristo possuem descendência de Davi.

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